Como saber se eu estou conseguindo ser um líder estratégico ou não?
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Atualizado: há 6 dias

Como saber se eu estou conseguindo ser um líder estratégico ou não? Existe uma forma para eu conseguir perceber se isso está acontecendo? Existe um jeito de medir essa minha atuação? É sobre isso que eu vou falar agora. E eu digo para vocês que existe sim! É possível a gente tirar um retrato de como está a nossa atuação e, inclusive, se queremos promover algum tipo de transformação, a primeira coisa a fazer é saber em que ponto estamos, conseguindo ter uma noção clara de como estamos atuando hoje.
Para isso, trago aqui quatro pontos fundamentais que podem te dar uma clareza muito grande em relação a se você está sendo um líder estratégico ou não.
O Primeiro Ponto: Conhecimento para o líder estratégico
O primeiro ponto se refere ao conhecimento. Você conhece as estratégias da sua empresa? É muito comum eu perguntar para os meus clientes como é a estratégia da empresa, qual é a definição de diretrizes, qual é a missão e o que foi traçado para o ano. Muitas vezes, os líderes não sabem responder. Inclusive, isso acontece em situações onde a empresa contratou uma consultoria especializada, construiu todo um plano estratégico robusto, fez um trabalho de alinhamento e gastou meses estruturando o negócio — mas, mesmo com todo esse investimento, a estratégia não desce para os níveis táticos e operacionais, ficando engavetada e fora da cultura do dia a dia da companhia.
Agora, você como líder pode ir atrás desse conhecimento. Tente entender o que foi feito, compreenda o mercado e saiba o que a direção da sua empresa traçou para a estratégia anual. Não tem como você construir uma atuação estratégica se não souber qual é a direção da sua companhia!
Portanto, informe-se não apenas sobre a estratégia da sua empresa, mas também sobre o seu setor e a sua indústria. Como o seu mercado está se comportando? Você está na linha de frente de uma determinada área; logo, ter clareza sobre o seu segmento de mercado é indispensável. Faça essa reflexão: o quanto você conhece do seu setor e da sua empresa, e o que está faltando buscar?
Exemplo prático: Reserve 30 minutos da sua semana para ler o último relatório de resultados da empresa, o planejamento estratégico anual ou notícias recentes sobre a sua indústria (concorrentes, tendências e novas tecnologias do setor). Conecte-se com as grandes metas do seu negócio antes de tentar guiar o seu time.
O Segundo Ponto: Sintonia e Alinhamento
Conhecendo a estratégia, você já fez algum exercício no sentido de construir uma sintonia entre a estratégia da empresa e a estratégia da sua área ou equipe? Você fez essa correlação ou está apenas seguindo um protocolo de rotina, fazendo o que tem que ser feito sem olhar para onde vai? Como diz o ditado: quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.
Não faz sentido a empresa traçar uma estratégia e os líderes não fazerem o link com as diretrizes de suas próprias áreas. A segunda reflexão é: quanto você conseguiu, na prática, fazer essa sintonia? As ações que você desenha no seu planejamento estão direcionadas a atender aquilo que a empresa traçou?
Você leva esse conhecimento para a sua equipe e faz o seu time refletir sobre isso? Quando orienta um colaborador, você questiona: "Será que o que você está conduzindo e desenvolvendo está relacionado com aquela meta da companhia? Vai ter impacto direto naquele resultado?". Fazer com que as pessoas reflitam sobre isso constrói uma verdadeira cultura de pensamento estratégico.
Exemplo prático: Na próxima reunião de alinhamento com a sua equipe, pegue o objetivo estratégico principal da empresa para o trimestre e pergunte abertamente para o grupo: "Como as nossas entregas desta semana ajudam a bater essa meta global?". Deixe que eles façam as conexões antes de você dar todas as respostas.
O Terceiro Ponto: Metas, Métricas e Acompanhamento
O terceiro ponto trata de indicadores. Você tem indicadores que possam medir as ações da sua equipe para saber se os resultados estão contribuindo com os objetivos da empresa?
Existem métodos para você medir resultados e traçar metas em total sintonia com a estratégia da companhia. Eu já presenciei situações onde as metas são traçadas e parecem certas, mas quando você faz a correspondência com o objetivo estratégico da empresa, elas estão indo para direções completamente diferentes. Quando isso acontece, o distanciamento em relação ao alcance desses resultados é gigantesco!
Para aprofundar esse ponto: caso a sua área ainda não possua KPIs estruturados, você mesmo pode criá-los junto com o seu time. Para conhecer melhor sobre essa metodologia de KPIs (Key Performance Indicators) ou OKRs (Objectives and Key Results), busque se aprofundar no assunto. Há muita literatura disponível, inclusive nos meus próprios artigos e blogs, onde abordo bastante esse tema.
A partir do momento em que você traça essas métricas alinhadas à estratégia, você está conseguindo fazer o acompanhamento contínuo? E mais: quando as metas não são atingidas, você consegue transformar isso em planos de ação e soluções de melhoria para retomar o rumo?
Exemplo prático: Crie um painel visual simples (pode ser uma planilha compartilhada ou um quadro) com 3 a 5 indicadores cruciais da sua área. Toda segunda-feira, gaste 10 minutos olhando esses números com a equipe para ver se o ponteiro andou na direção correta.
O Quarto Ponto: Gestão do Tempo e Mapeamento de Ações
O quarto ponto é mais simples, mas é impressionante como os líderes se perdem nele: como estão as suas ações no dia a dia?
Se você mapear o que fez durante a semana, quantos por cento das suas ações foram voltadas a resolver urgências e apagar incêndios operacionais? E quantos por cento foram voltados a orientar o time em direção à estratégia, fazer planejamento, buscar informações de mercado e tomar decisões estruturais?
Como tirar esse retrato fiel? Utilize uma agenda eletrônica (como o Google Agenda ou Outlook). Não use a agenda apenas para marcar reuniões: registre também as ações que você realizou, uma visita de cliente que fez, uma conversa de feedback com um colaborador, ou o tempo gasto resolvendo problemas. Use cores diferentes — por exemplo, uma cor para as demandas operacionais e outra para as ações de caráter estratégico.
Além de usar o calendário eletrônico do computador ou do celular, você pode contar com a ajuda da inteligência artificial (como pedir para um assistente de IA analisar a sua semana ou categorizar suas tarefas descritas) para mapear e calcular exatamente qual porcentagem do seu tempo está indo para o operacional versus o estratégico.
Conclusão e Exercício Prático
O quanto você está sendo um líder estratégico ou um líder operacional?
Procure fazer este exercício: coloque isso em prática a partir de hoje. Leia novamente este texto, pegue uma caneta e um papel, anote os quatro pontos fundamentais e execute esse mapeamento por duas semanas. Anote os resultados, observe as situações com as quais vai se deparar e traga suas dúvidas para o nosso espaço de interação; isso vai enriquecer imensamente o seu aproveitamento.
É claro que você não vai se transformar de um líder puramente operacional para um líder estratégico da noite para o dia. Isso é o resultado de um processo! Mas, quando você inicia essa jornada, a sua curva de aprendizado se mantém em curva ascendente. O que importa é que, a partir de agora, você passa a ter uma orientação mais objetiva. Você tem como medir, pois dispõe de quatro pilares concretos para essa transformação. Não estamos falando de algo subjetivo: você tem fundamento e tem como mensurar.
Faça isso, analise os resultados e sucesso para você!



